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A credibilidade do instrutor de arbitragem ...

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Gustavo Caetano Rogério foi um dos maiores especialistas em arbitragem do Brasil, dedicado à formação e capacitação de árbitros, sem nunca ter atuado como árbitro em partidas oficiais. Gustavo Caetano Rogério nasceu em 29 de agosto de 1940 e faleceu em 17 de dezembro de 2023,  aos 83 anos, em São Paulo Apesar de nunca ter apitado um jogo, Rogério tornou-se referência no estudo e na instrução de árbitros, dedicando grande parte de sua vida a melhorar a qualidade e a credibilidade da arbitragem no futebol brasileiro Carreira e Contribuições Federação Paulista de Futebol (FPF):  Atuou como supervisor técnico da CEAF-SP entre 1990 e 1993, diretor da Escola de Árbitros da FPF entre 1994 e 2002, e orientador técnico do quadro da FPF entre 1990 e 2002 Instrutor Nacional e Internacional:  Foi instrutor nacional de arbitragem entre 1998 e 2002 e inspetor de árbitros da Conmebol nesse mesmo período, além de ter contribuído com trabalhos na CBF Metodologia e Filosofia:  Rogério...

FIFA e arbitragem brasileira em 2026

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  A relação entre a   FIFA   e a   legislação trabalhista da arbitragem brasileira   na Copa do Mundo de 2026 envolve dois planos distintos: o  internacional (FIFA) o  nacional (Brasil/CBF e leis trabalhistas) Vamos explicar de forma clara e crítica, porque há um ponto importante:  não existe um modelo único de “profissão árbitro” no mundo — e isso gera conflitos jurídicos.   1. A FIFA e o status do árbitro na Copa 2026 Na Copa do Mundo, a FIFA: Seleciona árbitros por mérito técnico , desempenho e testes físicos Não os trata como empregados permanentes Atua com um modelo de  prestação de serviço internacional Na Copa de 2026: Serão  52 árbitros principais, 88 assistentes e 30 VAR   O Brasil terá  3 árbitros principais e 6 assistentes , sendo o país com mais representantes  Isso mostra algo essencial: A FIFA trabalha com um  modelo meritocrático e global , sem vínculo trabalhista típico (como CLT).   O árbitr...

Profissionalização da Arbitragem ?

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  A profissionalização da arbitragem no futebol brasileiro não é só desejável — é inevitável se o país quiser acompanhar padrões internacionais.  Mas não existe um modelo único “perfeito”; o ideal é combinar boas práticas já usadas por entidades como a   FIFA , a   UEFA   e ligas como a   Premier League . Aqui vai um modelo realista e aplicável ao Brasil: 1. Arbitragem como carreira  (dedicação exclusiva) Hoje muitos árbitros ainda conciliam outra profissão. Isso limita preparo físico, estudo e recuperação mental. Modelo ideal: Contratos profissionais (tempo integral) Salário fixo + bônus por desempenho Exclusividade (sem necessidade de “bicos”) Exemplo:  na Inglaterra, árbitros do grupo de elite são contratados pela  Professional Game Match Officials Limited . 2. Gestão independente da arbitragem No Brasil, a arbitragem ainda está muito vinculada à  Confederação Brasileira de Futebol , o que gera desconfiança. Modelo ideal: Criação de u...