Liderança do árbitro ...
Ele sabe que sua autoridade não vem do apito, mas do equilíbrio entre firmeza e justiça.
Liderar, nesse contexto, é manter a serenidade quando todos ao redor perdem o controle.
É decidir com clareza mesmo sob pressão.
É ser imparcial mesmo quando o ambiente exige inclinação.
Um árbitro líder não busca protagonismo, mas assume responsabilidade.
Ele entende que cada decisão sua molda o andamento do jogo, assim como cada atitude influencia a percepção de todos ao redor.
Sua postura é pedagógica:
corrige sem humilhar, orienta sem se exaltar, impõe limites sem perder a dignidade.
Mais do que julgar, ele conduz.
Mais do que controlar, ele harmoniza.
E, ao final, sua maior vitória não é sair sem erros — é sair com o respeito de todos, mesmo daqueles que, por instinto, discordaram de suas decisões.
Porque liderança, no fundo, não é sobre estar certo o tempo todo…
É sobre ser justo, coerente e íntegro
o tempo inteiro.
SOBRE GUSTAVO ROGÉRIO
Foi superintende da Federação Paulista de Futebol durante a presidência de Eduardo José Farah, acumulando as funções como Diretor da Escola de Árbitros Flávio Iazetti.
Aluno de diversos cursos nacionais e internacionais sobre o tema, ocupou diversos cargos importantes como os de supervisor técnico da CEAF-SP, entre 1990 e 1993, diretor da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol entre 1994 e 2002, orientador técnico do quadro da Federação Paulista entre 1990 e 2002, instrutor nacional de arbitragem entre 1998 e 2002 e inspetor de árbitros da Conmebol entre 1998 e 2002.
Uma de suas frases mais marcantes resume bem o espírito dos homens responsáveis pela condução de uma partida. "Ser árbitro é, antes de mais nada, uma norma moral".
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