Liderança do árbitro ...

O árbitro que verdadeiramente compreende a liderança não é apenas aquele que aplica regras — é aquele que inspira respeito sem precisar impô-lo pela força.

Ele sabe que sua autoridade não vem do apito, mas do equilíbrio entre firmeza e justiça. 

Liderar, nesse contexto, é manter a serenidade quando todos ao redor perdem o controle. 

É decidir com clareza mesmo sob pressão. 

É ser imparcial mesmo quando o ambiente exige inclinação.

Um árbitro líder não busca protagonismo, mas assume responsabilidade. 

Ele entende que cada decisão sua molda o andamento do jogo, assim como cada atitude influencia a percepção de todos ao redor. 

Sua postura é pedagógica: 

corrige sem humilhar, orienta sem se exaltar, impõe limites sem perder a dignidade.

Mais do que julgar, ele conduz. 

Mais do que controlar, ele harmoniza.

E, ao final, sua maior vitória não é sair sem erros — é sair com o respeito de todos, mesmo daqueles que, por instinto, discordaram de suas decisões.

Porque liderança, no fundo, não é sobre estar certo o tempo todo…

É sobre ser justo, coerente e íntegro 

o tempo inteiro. 


SOBRE GUSTAVO ROGÉRIO

Foi superintende da Federação Paulista de Futebol durante a presidência de Eduardo José Farah, acumulando as funções como Diretor da Escola de Árbitros Flávio Iazetti.

Gustavo Caetano Rogério foi um dos homens que mais conheciam arbitragem de futebol neste país. 

Curiosamente, sem jamais ter sido árbitro em sua vida. 

Morreu no dia 17 de dezembro de 2023, aos 83 anos, em São Paulo-SP. 


Aluno de diversos cursos nacionais e internacionais sobre o tema, ocupou diversos cargos importantes como os de supervisor técnico da CEAF-SP, entre 1990 e 1993, diretor da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol entre 1994 e 2002, orientador técnico do quadro da Federação Paulista entre 1990 e 2002, instrutor nacional de arbitragem entre 1998 e 2002 e inspetor de árbitros da Conmebol entre 1998 e 2002.

Seu filho, Marcelo Rogério, trilha o mesmo caminho, no universo da arbitragem de futebol, brasileiro e sulamericano.

Uma de suas frases mais marcantes resume bem o espírito dos homens responsáveis pela condução de uma partida. "Ser árbitro é, antes de mais nada, uma norma moral".


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