Critério nos acréscimos do tempo de jogo ...
A falta de critério nos acréscimos do tempo de jogo é uma das críticas mais recorrentes à arbitragem moderna — e não é difícil entender o porquê.
Pelas International Football Association Board, o árbitro deve acrescentar ao final de cada tempo tudo aquilo que foi perdido: substituições, atendimentos médicos, revisões do VAR, comemorações de gol e até atrasos deliberados.
Em teoria, o conceito é simples.
Na prática, nem tanto.
O problema central não é a regra — é a interpretação.
Cada árbitro tem certa liberdade para decidir quanto tempo foi realmente perdido.
Isso abre espaço para diferenças claras entre partidas semelhantes.
Um jogo com muitas paralisações pode ter 5 minutos de acréscimo em uma arbitragem e 8 em outra.
Essa variação gera a sensação de injustiça, especialmente quando o resultado está em jogo.
Nos últimos anos, a FIFA tentou padronizar esse critério.
Um exemplo marcante foi a Copa do Mundo FIFA de 2022, onde os acréscimos foram significativamente maiores, justamente para compensar com mais precisão o tempo perdido.
A orientação era clara: acréscimo mais fiel, mesmo que “estranho” ao olhar tradicional.
Mas isso trouxe outro efeito colateral: o estranhamento do público e até dos próprios profissionais, acostumados a um “padrão informal” de acréscimos menores.
No fundo, há três pontos críticos:
Subjetividade inevitável: nem tudo é cronometrado com exatidão em campo.
Falta de transparência: o torcedor não sabe exatamente como o árbitro chegou àquele número.
Pressão do contexto: jogos decisivos tendem a amplificar qualquer decisão.
Uma possível evolução seria o uso mais rigoroso do tempo efetivo (como no futsal) ou maior transparência — por exemplo, divulgação detalhada do cálculo dos acréscimos.
Comentários
O árbitro marca o tempo em campo e, a partir da observação, calcula o acréscimo. Os acréscimos podem ser aumentados durante as paradas, e o número exibido é o mínimo a ser adicionado.
O tempo de acréscimo é uma soma aproximada de vários elementos, como substituições, atrasos de reposição, lesões, atendimentos médicos e outros fatores que podem paralisar o jogo.