DOMÍNIOS DO ÁRBITRO ...

 


domínio do corpo do árbitro de futebol é 
fundamental para execução de suas 
funções aplicação das Regras. 

árbitro deve ter uma boa coordenação 
motora, controle de movimentos 
capacidade de agir em situações dinâmicas urgentes. 

Além disso, árbitro deve manter uma postura correta 
uma voz firme para transmitir suas decisões de forma 
clara eficaz. 

habilidade de se manter calmo focado, mesmo em 
situações de pressão, é essencial para garantir 
imparcialidade justiça no desempenho do árbitro.

A linguagem corporal define a personalidade, o caráter e a competência do árbitro


Quando alguém diz "falta", todos param. Com mais ou menos resmunguice, maior ou menor aceitação, a jogatana continua. A bola volta a rolar sem ninguém se chatear.

Mas o futebol moderno, nascido em Inglaterra em meados do século XIX, cresceu em dimensão e interesse. 

Mais e mais equipes, com mais e mais atletas e cada vez mais público "exigiram" a presença de um árbitro (primeiro) e dois fiscais-de-linha (mais tarde).

O apito foi a ferramenta encontrada para sinalizar a decisão. Tal como a corneta na tropa ou a sirene na polícia, foi o instrumento eleito para publicitar, para dentro e fora de campo, a decisão tomada.

Mas apitar só, por si, não chega. 

Mais importante é arbitrar. E arbitrar requer o uso de todos os sentidos (não apenas o da visão) e o recurso a várias formas de marcar presença em campo. Várias formas de se afirmar perante todos os outros agentes do jogo.

A linguagem corporal é uma delas. 

Não fala mas diz muito sobre a qualidade de quem dirige jogos e emoções. De quem gere pessoas com objetivos idênticos, em lados opostos da barricada.

O seu uso, mais ou menos assertivo, mais ou menos exuberante, marca a diferença entre um árbitro com qualidade e outro que se limita apenas a guardar o livro das regras debaixo do braço.

A linguagem corporal define a personalidade, o caráter e a competência de qualquer árbitro de futebol. Mais, muito mais do que o apito, o cartão ou a tomada de decisão.

Os três poderes do árbitro

A Regra 5 é uma das mais importantes do livro das regras, porque define de forma muito clara quais são os poderes e deveres que os árbitros têm enquanto autoridade máxima do jogo. 


É também aqui que se define, de forma resumida e parametrizada, como e quando devem os videoárbitros desempenhar as suas funções.

O árbitro de futebol tem três poderes distintos - o disciplinar, o técnico e o discricionário - que devem ser utilizados de acordo com as leis e dentro do espírito de jogo (com sensatez, consistência e coerência).

A ideia é que o árbitro exerça a sua autoridade de forma natural, sem ser autoritário. São conceitos semanticamente parecidos, mas opostos na sua essência.

O árbitro é o líder em campo e deve atuar como tal. 

Apitar faltas, mostrar cartões, tomar decisões técnicas e disciplinares é parte importante da sua função (porventura a mais exposta e mediática), mas não se esgota aí o seu dever.

Há outros aspetos fundamentais para que faça um trabalho credível e competente, tais como a gestão emocional que faz de si próprio, da sua equipa e dos jogadores, a qualidade da sua condição física e colocação em campo, a sua coragem, assertividade e personalidade, etc.

Para ser respeitado, o árbitro deve respeitar os restantes intervenientes. 

Deve ser referência positiva e afirmativa, ainda que falível.

O árbitro e toda a equipa de arbitragem não podem ser responsabilizados pelas decisões que tomem quando escudadas nas leis de jogo.


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