A DIGNIDADE ...

 

Dignidade aqui não é uma ideia suave nem decorativa: é uma postura firme face ao mundo. É pensar livre quando fazer isso tem um custo, sustentar a razão quando o medo empurra a calar e não permitir que a ignorância alheia dite o que você deve acreditar ou abandonar.


Ser digno é manter a integridade
mesmo quando ninguém olha,
quando não há testemunhas ou aplausos, quando a única medida dos seus atos
é a própria consciência.

É aí que o verdadeiro caráter se revela, longe da vigilância e da conveniência.
A imagem transmite que a dignidade não grita nem se defende com violência.

Mantém-se silencioso, consistente.

Ela não precisa se impor porque não busca dominar, procura permanecer fiel a si mesma mesmo quando o ambiente tenta quebrá-la.

Há dignidade em respeitar-te
sem desprezar os outros,
em não transformar a tua firmeza
em soberba
nem a tua inteligência em humilhação.

Agir com respeito não é fraqueza, é a forma mais alta de força quando o mundo empurra para o confronto vazio.

A serenidade que aparece não é passividade, é clareza mental.

Manter a razão em tempos injustos exige mais coragem do que reagir com raiva. Pensar tranquilamente quando tudo ao redor empurra o caos é um ato profundamente revolucionário.

A figura de Hipatia de Alexandria representa essa dignidade que incomoda:
a de quem não renuncia aos seus valores
mesmo que isso signifique ficar sozinha,
ser atacada ou incompreendida.

Seu legado não é apenas intelectual,
é moral.
Ter dignidade, no final, é não se trair para se encaixar, não se calar para sobreviver e não desistir da verdade para estar seguro.

É caminhar direito
mesmo quando o caminho se torna hostil, sabendo que perder tudo
é menos grave do que perder a si mesmo.

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