DESAPRENDER PARA REAPRENDER ...
O conceito de "desaprender para reaprender" na arbitragem de futebol refere-se à necessidade urgente de abandonar métodos tradicionais, critérios subjetivos e a soberania absoluta do árbitro de campo, substituindo-os por uma postura analítica, tecnológica e padronizada, alinhada com o VAR e as regras modernas da IFAB/FIFA (2025/2026).
Essa transformação é impulsionada pela evolução do jogo, alta pressão e a necessidade de minimizar erros claros, evoluindo de um "juiz de campo" para um "árbitro de sistema".
O que precisa ser "Desaprendido" (Paradigma Antigo)
Soberania inquestionável:
O que precisa ser "Desaprendido" (Paradigma Antigo)
Soberania inquestionável:
A ideia de que o árbitro de campo tem a última palavra absoluta.
Interpretação individualista:
Critérios muito pessoais que variavam de árbitro para árbitro, gerando insegurança.
Velocidade na decisão em detrimento da precisão:
A pressão para apitar imediatamente, mesmo em lances complexos.
Treinamento sem tecnologia:
Preparação baseada apenas em regras teóricas e condicionamento físico, sem simulações de VAR.
O que precisa ser "Reaprendido"
O que precisa ser "Reaprendido"
(Novo Paradigma)
Gestão de Crise com o VAR:
O árbitro precisa entender que o VAR é uma ferramenta de segurança, não um concorrente. Aprender a confiar na tecnologia e a aceitar revisões.
Nova Leitura de Regras (2025/2026):
Goleiro (8 segundos):
A contagem para o goleiro repor a bola passa de 6 para 8 segundos.
Bola ao chão:
Devolvida a quem tinha o domínio.
Tempo de atendimento:
Jogador atendido em campo sai por 2 minutos.
Padronização Técnica e Física:
Treinamento de arbitragem em quatro pilares:
Técnico, Físico, Mental e Social.
Profissionalização e Treinamento em Cabine:
Uso de CTs de arbitragem para treinar em situações de jogo, incluindo simulações reais de VAR.
Desafios para a Mudança no Brasil
Desafios para a Mudança no Brasil
Cultura da reclamação:
A resistência dos jogadores e comissões técnicas a novas regras de comportamento (ex: apenas capitães falando com árbitros).
Estrutura de treinamento:
Necessidade de mais investimentos em centros de treinamento e treinamento contínuo para árbitros.
Aceitação do erro:
Entender que o árbitro, mesmo com VAR, está sujeito a falhas, mas que o processo de aprendizado deve ser contínuo.
A profissionalização,
planejada pela CBF para 2026,
é vista como o próximo
passo para consolidar esse "reaprendizado", buscando maior estabilidade e credibilidade.
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