CBF cria salário fixo e bônus para árbitros

Segundo a entidade, os árbitros selecionados passarão a receber salários mensais, além de taxas variáveis e bônus vinculados ao desempenho em campo.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira (27) a adoção de um novo modelo de profissionalização da arbitragem para a Série A do Campeonato Brasileiro. 

A iniciativa prevê a formação de um grupo de elite com 72 profissionais — sendo 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR) — e um investimento estimado em R$ 195 milhões ao longo do biênio 2026/2027.

Segundo a CBF, os árbitros selecionados passarão a receber salários mensais, além de taxas variáveis e bônus vinculados ao desempenho em campo. 

Embora devam priorizar a atividade de arbitragem, os profissionais não estarão submetidos a regime de exclusividade, uma vez que, juridicamente, a entidade não pode impor dedicação exclusiva a prestadores de serviço.

O anúncio foi feito pela própria Confederação Brasileira de Futebol, que detalhou o novo modelo como parte de uma reestruturação mais ampla da arbitragem nacional. 

Para o presidente da CBF, Samir Xaud, a medida representa uma virada histórica na condução do futebol brasileiro. “Trata-se de uma mudança estrutural profunda e necessária, pedida há décadas por todos aqueles que amam nosso esporte”, afirmou.

Na avaliação do dirigente, o projeto aproxima o Brasil das principais ligas internacionais. “É um movimento que segue as melhores práticas de outras grandes federações do mundo. Uma pauta que precisava ser estudada com todos os setores do futebol e implementada com firmeza, mas que estava adormecida aqui na CBF. Como em outros casos, essa nova gestão resolveu encarar o desafio”, declarou Xaud.

O diretor executivo da CBF e relator do Grupo de Trabalho de Arbitragem, Helder Melillo, destacou que o modelo foi construído a partir de análises técnicas e referências internacionais. “O trabalho resulta de reuniões, debates e visitas técnicas, além do mapeamento e da análise de modelos de profissionalização adotados pelas principais ligas europeias”, disse.

Melillo acrescentou que o programa simboliza um compromisso institucional com a modernização do futebol. “A iniciativa reflete o compromisso da nova gestão da CBF em avançar e apresentar soluções concretas para desafios que se acumulam há anos, sem respostas eficazes, exigências de um futebol mais moderno, profissional e alinhado às melhores práticas internacionais”, continuou.


Pilares estratégicos

Batizado de Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO), o projeto está estruturado em quatro pilares: “Estrutura Geral”, “Excelência com Saúde”, “Capacitação Técnica” e “Tecnologia e Inovação”

A proposta estabelece diretrizes que vão orientar a rotina, a formação e o acompanhamento dos árbitros que integrarão o grupo de elite.

Além da remuneração específica, os 72 profissionais serão avaliados de forma contínua por observadores e por uma comissão técnica contratada pela CBF. As notas levarão em conta critérios como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. Os resultados alimentarão um ranking atualizado a cada rodada do Campeonato Brasileiro.

Presidente do Grupo de Trabalho de Arbitragem, Netto Góes também destacou o alcance da iniciativa. 

Para ele, o programa marca um novo momento para o futebol nacional. “O projeto inaugura uma nova fase no futebol brasileiro”, afirmou. 

“A iniciativa atende a uma demanda histórica do esporte e está em sintonia com o anseio de clubes, dirigentes, atletas, árbitros e, principalmente, dos torcedores”...

ADENDO "A REGRA É UMA SÓ!"

A formação de árbitros de futebol no mundo envolve cursos teóricos e práticos obrigatórios, organizados por federações nacionais (filiadas à FIFA) ou associações continentais como UEFA e CONMEBOL

O processo abrange regras de jogo, preparo físico, psicologia e, a partir de 2026, foco intensivo em tecnologia (VAR) e profissionalização. 

Principais Aspectos da Formação Global

Geralmente geridos por federações nacionais. No Brasil, cursos com cerca de 280 horas, abrangendo teoria e práticas em campo.

Baseia-se em pilares técnicos (regras), físicos (testes de aptidão), psicológicos (gestão de pressão) e sociais.

Inicia-se em divisões de base, passando por árbitro assistente até chegar ao quadro principal de elite.

Inclui workshops, seminários intensivos e treinamento contínuo em interpretação de lances, frequentemente com simuladores de VAR.

A CBF lança um programa com 72 profissionais (árbitros, assistentes e VAR) focando em suporte físico, técnico e psicológico, com avaliações constantes.
A formação foca em preparar o árbitro para a alta pressão, exigindo conhecimentos de direito desportivo, gestão de conflitos e, frequentemente, domínio de um segundo idioma para atuação internacional.

ENTRE 1995 E 2000, A Escola de Arbitros Flavio Iazetti, sobre a docência do mestre Gustavo Caetano Rogerio, sob a presidência de 
Eduardo José Farah (1988-2003), implementou novidades no curriculo da EAFI, preservando 
a filosofia do seu fundador.

As pré-temporadas nesses periodos foram completadas por vários profissionais e empresas ligados ao futebol.

Vou citar alguns deles: Professores JOSE TEIXERA, VALDIR BARBANTE e equipe, hospital CEMA, UNICOR, vários jornalistas esportivos de São Paulo, do rádio e televisão.
Muitos outros... plantavam essa semente!

Como árbitro e assistente, secretário e vice-diretor da EAFI,
tive o privilégio de estar presente em Campinas, no Pacaembú, em Campos do Jordão (duas vezes), em Itapecerica da Serra e no Ginásio de Ibirapuera.

O foco principal era a convivência do grupo na busca de uma UNIFICAÇÃO DE CRITÉRIOS juntamente com os árbitros e assistentes convocados.

Vale ressaltar que esse tema foi trabalhado junto aos Observadores e Delegados da FPF.

AOS QUE TENHAM FOTOS DA ÉPOCA, QUE AS POSTEM!


























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