A Reestruturação Cognitiva no Contexto Desportivo.

 

A reestruturação cognitiva é
uma técnica central da terapia cognitivo-comportamental que visa identificar, questionar e modificar pensamentos disfuncionais que influenciam negativamente
a emoção e o comportamento (Beck, 1976).

No domínio desportivo, esta estratégia é especialmente relevante em contextos de alta pressão, onde as interpretações cognitivas determinam a qualidade do desempenho.
Na arbitragem esportiva, pensamentos automáticos negativos — como catastrofização do erro, personalização da crítica ou antecipação do fracasso — aumentam a ativação emocional e deterioram a tomada de decisões.
A reestruturação cognitiva permite ao árbitro substituir estas interpretações distorcidas por avaliações mais racionais, funcionais e orientadas para o processo.
Este procedimento não visa eliminar o erro ou a emoção, mas sim modificar o significado que o árbitro atribui à situação, favorecendo o controle emocional, a confiança no próprio critério e a coerência comportamental.
Diversos estudos em psicologia esportiva
demonstraram que a reestruturação cognitiva
melhora a auto-regulação emocional
e reduz o impacto do estresse competitivo.
Em síntese, a reestruturação cognitiva é um instrumento fundamental para o desenvolvimento psicológico do árbitro, reforçando sua resiliência mental e sua capacidade de desempenho consistente sob pressão.

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